Se há atitude que me dá voltas ao estômago é desprezar o outro sem motivo aparente (mesmo com motivo... é feio!). Neste fim-de-semana estava eu a trabalhar e aparece um cliente, que fica a olhar o expositor. Eu, como é normal, ofereci ajuda. "Se precisar de alguma informação...", disse eu. Ao que ele me diz: "E a menina acha que me pode ajudar?", a olhar para mim de cima a baixo, com o referido desprezo. Ao que eu respondo: "Se puder ajudar, é só dizer", aí já sem sorriso. E não é que o homem me olha novamente e diz "Então e menina percebe alguma coisa disto? É que para perceber de fotografia é preciso mais do que uma cara engraçada".
Bem, há gente que nasceu mesmo zangada com o mundo... Nem resposta levou de mim! Nem sei como me controlei, mas a verdade é que não vale mesmo a pena perder o meu precioso tempo... No dia em que precisar de dar provas a ignorantes preconceituosos começo a preocupar-me com a extinção das formigas vermelhas no Bangladesh!!!!!!
segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
Manual da estupidez - vol.1
15h00, uma sala de jantar a brilhar e uma coluna torcida, era o balanço do meu Sábado.Saio de casa com a minha mãe com destino a uma dessas megalojas que fazem aquelas promoções de Natal irresistíveis, e como ainda não tinha comprado nenhum presente até achei boa ideia lá ir.
Á entrada, um não menos mega cartaz que dizia “Pague em 12 vezes sem juros”. Eu penso, olha que eu até já tenho o cartão desta loja, pagar em 12 vezes dava para comprar aquilo assim assado…
Lá vou eu toda lampeira, toca a encher o carrinho das compras, e ao fim de duas horas lá vinha eu com candeeiros, tapetes, edredons, amofadas, quadros…tudo a condizer na perfeição. E ainda mais perfeito era o pagamento…12 vezes sem juros, que fezada!
Chego à caixa, uma fila gigante…espero, espero e eis que chega a minha vez. A mulher passa o cartão visa, passa novamente e nada, começo a ficar nervosa, passa de novo, nada…sinto suores frios a percorrerem-me o corpo.
Eis que ela sugere um problema com a banda magnética do cartão. Já se passaram mais de 5 minutos, olho para trás e estão umas 8 pessoas, algumas já começam a ficar impacientes. A simpática menina liga para o call center e depois de uma longa conversa desliga. Olha para mim e entre dentes diz-me que não posso efectuar a compra porque o meu plafond é de apenas 250 euros.
A minha cara parece uma fogueira, escondo-me entre os cabelos e lembro-me de pensar “um buraco, onde está um buraco?!”
Tento-me recompor e respiro fundo, que vergonha!!! A rapariga fala comigo mas nem sei o que me disse, tento pensar rapidamente e só tinha três opções:
Deixo ficar aqui tudo…
Levo até 250 euros…
Levo até 250 euros e pago o resto.
Escolho a terceira opção. A rapariga processa a conta e quando vou para confirmar lembro-me que ainda não passaram 4 dias úteis desde que descontei o cheque do ordenado, logo o dinheiro não estará disponível. Sinto-me desfalecer…mas porque é que me fui meter nisto?
Apresso-me a arranjar uma desculpa esfarrapada, que mudei de ideias e afinal só levo os 250 euros…a rapariga anula a compra e regista novamente.
Estão mais de 10 pessoas atrás de mim e já passou quase meia hora. Volto com o carro meio cheio, as coisas já dentro de sacos, para o interior da loja. Toda a gente a olhar e lembro-me de pensar que preferia ter levado com um balde de bosta na cabeça.
A minha mãe olha-me ao longe, faz de conta que não me conhece tal é a vergonha.
Mal ela termina, saio de gás, furiosa, que nervos! Pelo caminho um dos quadros cai ao chão e esmurra-se, olhem a minha sorte, ainda não o paguei e já vou ter de o restaurar!
Lá consigo chegar ao carro, finalmente…arrumo as compras mas os quadros são grandes demais e não cabem. Socorro, cortem-me os pulsos…
Pego no telemovel para ligar ao meu pai "O teu saldo yorn não te perminte realizares chamadas..." M"#&^ !!!
A minha mãe não trouxe o telemovel, fantástico! Não posso mandar tokings pk o meu pai é 93...e agora? Mando um toking ao Luis...nada!Outro ao meu tio...nada!
Volto à loja e procuro um multibanco, mas não concontro, dirijo-me ao balcão e peço para fazer uma chamada...que vergonha monumental...mas lá consigo falar com o meu pai.
Ele aparece passado meia hora, um frio de morte…e eu a espumar.
Fui o caminho todo muda, e ainda nem sei bem como cheguei a casa.
Por incrível que pareça esta história é verídica e a croma da protagonista fui eu. Ainda não estou totalmente recomposta do vexame público, como vos disse, com o balde de bosta na cabeça estava melhor, bem melhor...lol
Beijinhos a todas
domingo, 10 de dezembro de 2006
Mais um anúncio
Anúncio do JN de 8 de Dezembro:
JORNALISTAS ESTAGIÁRIOS:
- Residir no Grande Porto
- Formação Académica nesta área
- Gosto por trabalho em equipa
- Disponibilidade total
Resposta em carta ao jornal ao nº 3919 ou ao email: cmarques22@gmail.com
JORNALISTAS ESTAGIÁRIOS:
- Residir no Grande Porto
- Formação Académica nesta área
- Gosto por trabalho em equipa
- Disponibilidade total
Resposta em carta ao jornal ao nº 3919 ou ao email: cmarques22@gmail.com
sexta-feira, 8 de dezembro de 2006
Publicidade enganosa
Realmente não falta publicidade enganosa no mundo das ofertas de emprego. Experiência vivida em primeira mão por DS e EA, na sua ingressão pelas ruelas "gunosas" que se escondem por trás da antiga Cadeia da Relação.
Aguardava eu, pacientemente, a minha amiga EA, quando recebo um telefonema da própria a comunicar o seu atraso e a encarregar-me da missão de descobrir onde ficava o Instituto Português de Fotografia (IPF), local onde tínhamos uma entrevista às 14h30. Lá fui eu pedir indicações a uns homenzinhos que sabiam ainda menos que eu, mas que me indicaram umas ruelas esquisitas, ladeadas por uma um pelotão de homens de brinco na orelha e boné na cabeça.
Lá fui eu receosa, a imaginar a forma como me iriam retirar do mercado da concorrência laboral, e após mais indicações e outras confusões, cheguei ao aclamado IPF, que nem nome tinha na porta. O que pode enganar, porque por dentro é um sr. sítio. :P
Entretanto informo a EA do local e aguardo que a sua chegada, que ocorre precisamente no virar das 14h29 para as 14h30! Assinamos os nossos nomes na folha de chegada (que por incrível que pareça tinha apenas uma dezena de pessoas) e dirigimo-nos com a pequena multidão para o andar de baixo, onde nos explicam em que consiste a oferta.
Duas ofertas em cima da mesa: uma para um estágio de seis meses não remunerado, sem horário fixo, mas que implicava deslocações para o estrangeiro, custeadas pelo IPF, claro está. Poderão vocês pensar "que duas cromas, recusaram a oportunidade de viajar à pala" para sítios como Marrocos e outros locais cujos nomes de tão esquisitos não me ficaram na memória.
A questão é que este denominado estágio (vulgo, escravatura de meio ano) consistia basicamente na organização de expedições fotográficas (marcação de hotéis, espaços, e etc), mas sobretudo na angariação de patrocínios (aí vem a parte boa, recebiamos uma percentagem, não sei de quanto).
O projecto, "Foto Adrenalina", é excelente, e eu até achei super interessante esta oportunidade. O único senão, que para mim é muito importante, é que durante meio ano ficava impedida de aceitar qualquer emprego (porque poderíamos ter que nos deslocar para fora por períodos de cinco dias ou mais, de cada vez), e teria que vir viver para o Porto gastar e gastar, sem receber. E findos os seis meses "gostámos muito de si, mas bye bye, volte para a próxima"!
A segunda oferta é para a Secretaria do IPF, para cuidar de todos os pormenores administrativos próprios da gestão escolar, e sobretudo da venda dos cursos. Quando ouvi esta palavra desinteressei-me logo, já me bastam os colchões. Mas o pior era mesmo ser naquela ruela, à qual só chega com total integridade física de carro, com horário nocturno e possibilidade de sábados de manhã.
Posto isto, regresso às longas fileiras do desemprego, aguardando que a sorte, um dia, me calhe a mim também. Até lá, vou alimentando a frustração de que nem sempre é suficiente sermos bons no que fazemos, porque mesmo aí, nem sempre nos dão oportunidades. E isso também é publicidade enganosa!
Aguardava eu, pacientemente, a minha amiga EA, quando recebo um telefonema da própria a comunicar o seu atraso e a encarregar-me da missão de descobrir onde ficava o Instituto Português de Fotografia (IPF), local onde tínhamos uma entrevista às 14h30. Lá fui eu pedir indicações a uns homenzinhos que sabiam ainda menos que eu, mas que me indicaram umas ruelas esquisitas, ladeadas por uma um pelotão de homens de brinco na orelha e boné na cabeça.
Lá fui eu receosa, a imaginar a forma como me iriam retirar do mercado da concorrência laboral, e após mais indicações e outras confusões, cheguei ao aclamado IPF, que nem nome tinha na porta. O que pode enganar, porque por dentro é um sr. sítio. :P
Entretanto informo a EA do local e aguardo que a sua chegada, que ocorre precisamente no virar das 14h29 para as 14h30! Assinamos os nossos nomes na folha de chegada (que por incrível que pareça tinha apenas uma dezena de pessoas) e dirigimo-nos com a pequena multidão para o andar de baixo, onde nos explicam em que consiste a oferta.
Duas ofertas em cima da mesa: uma para um estágio de seis meses não remunerado, sem horário fixo, mas que implicava deslocações para o estrangeiro, custeadas pelo IPF, claro está. Poderão vocês pensar "que duas cromas, recusaram a oportunidade de viajar à pala" para sítios como Marrocos e outros locais cujos nomes de tão esquisitos não me ficaram na memória.
A questão é que este denominado estágio (vulgo, escravatura de meio ano) consistia basicamente na organização de expedições fotográficas (marcação de hotéis, espaços, e etc), mas sobretudo na angariação de patrocínios (aí vem a parte boa, recebiamos uma percentagem, não sei de quanto).
O projecto, "Foto Adrenalina", é excelente, e eu até achei super interessante esta oportunidade. O único senão, que para mim é muito importante, é que durante meio ano ficava impedida de aceitar qualquer emprego (porque poderíamos ter que nos deslocar para fora por períodos de cinco dias ou mais, de cada vez), e teria que vir viver para o Porto gastar e gastar, sem receber. E findos os seis meses "gostámos muito de si, mas bye bye, volte para a próxima"!
A segunda oferta é para a Secretaria do IPF, para cuidar de todos os pormenores administrativos próprios da gestão escolar, e sobretudo da venda dos cursos. Quando ouvi esta palavra desinteressei-me logo, já me bastam os colchões. Mas o pior era mesmo ser naquela ruela, à qual só chega com total integridade física de carro, com horário nocturno e possibilidade de sábados de manhã.
Posto isto, regresso às longas fileiras do desemprego, aguardando que a sorte, um dia, me calhe a mim também. Até lá, vou alimentando a frustração de que nem sempre é suficiente sermos bons no que fazemos, porque mesmo aí, nem sempre nos dão oportunidades. E isso também é publicidade enganosa!
quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
Como ser eu...(não tentem isto em casa..)
A mim acontece-me tudo...sempre que alguma coisa não pode falhar, não só falha, como falha redondamente e não tem mais retorno possível...
Pois bem, desta vez, a aventura tem lugar na cidade do Porto...
Tinha reunião às 10 com E. O. das Hospedeiras de Portugal esta segunda-feira.. Já que me ia predispor a inscrever nessas agências decidi ir a mais, para salvaguardar a sobrevivência dos meus lindos e custosos recibos verdes...Tracei o plano: Extralarge, Hospedeiras, Acropole e Protokol (são todas no caminho).
Chego à Extralarge, as raparigas são super informais e super simpáticas, mas como já tinha enviado tudo por e-mail não fui lá fazer nada... Toca a sair e quando não é que ponho o pé com o meu lindo tacão Aldo (de 20 cm) e dou grande trambolhão pelas escadas abaixo...levanto-me e componho-me da vergonha...Erro nr 1: cair pelas escadas num sítio em que a imagem é tudo...
Lá fui em direcção às hospedeiras.. Chego lá, entro e pergunto por Miguel Botelho..e perguntam vocês:Quem é o Miguel Botelho?Resp.: Também não sei, porque o das hospedeiras é E. O...So aí consegui um eyes rolling do conó do E. O. que estava ao lado de uma sra. ainda mais conó, que nem se dignou a levantar os olhos.. Erro nr 2: Confundir o nome da pessoa ca quem se vai pedir trabalho (erro de principiante, não sei o que me deu pa confundir..)
Não acabou aqui...claro...o tal E. O. (vou repetir o nome no blog até decorar) manda-me para a sala da direita e lá vou eu toda feliz..pela esquerda!!!ate que ouço um: DIREITA!DIREITA! e corrijo a direcção..Erro nr 3: confundir as direcções vai até aos 3/4 anos...
Mas não é só... aparece lá uma rapariguinha com as folhas de incrição e da-nos logo trabalho..uma simples promoção a uma marca de tabaco no Feira Nova da Póvoa de Varzim dia 15 das 12h as 20h...Erro nr. 4: Não ser a Cris (brincadeirinha)
Para acabar em grande, quando me vou a dirigir para a saída e embora estivesse um grande sinal luminoso a indicá-la: saí pela casa de banho...erro nr. 5: Ter acordado essa manhã!
As outras agências foram mais pacíficas em termos de enterranços à EA mas não menos cómicas..na Acropole só me apetecia fugir.. Dão-nos uma lista de recomendações que diz tudo(ir levantar a farda e entregar devidamente lavada e passada e a descriminação dos valores que tens que pagar se perderes alguma coisa, bem como obrigação de trabalhar um dia antes do evento a preparar tudo: NÃO REMUNERADO). Sei quem não vai trabalhar para lá..e na Protokol, um sr muito simpatico, sem dentes, diz-me que só recebem candidaturas à quinta-feira.
Ok. De volta para casa. Perspectivas de emprego nesta àrea: 0 ... resta-me o Feira Nova..
Há dias assim..já dizia o outro...
ps. Hoje tenho entrevista po IPF, o que aparece? Grande herpes a relembrar-me que um azar nunca vem só...Acho que não é bem "há dias assim.." mas mais "há pessoas assim.."lol
Pois bem, desta vez, a aventura tem lugar na cidade do Porto...
Tinha reunião às 10 com E. O. das Hospedeiras de Portugal esta segunda-feira.. Já que me ia predispor a inscrever nessas agências decidi ir a mais, para salvaguardar a sobrevivência dos meus lindos e custosos recibos verdes...Tracei o plano: Extralarge, Hospedeiras, Acropole e Protokol (são todas no caminho).
Chego à Extralarge, as raparigas são super informais e super simpáticas, mas como já tinha enviado tudo por e-mail não fui lá fazer nada... Toca a sair e quando não é que ponho o pé com o meu lindo tacão Aldo (de 20 cm) e dou grande trambolhão pelas escadas abaixo...levanto-me e componho-me da vergonha...Erro nr 1: cair pelas escadas num sítio em que a imagem é tudo...
Lá fui em direcção às hospedeiras.. Chego lá, entro e pergunto por Miguel Botelho..e perguntam vocês:Quem é o Miguel Botelho?Resp.: Também não sei, porque o das hospedeiras é E. O...So aí consegui um eyes rolling do conó do E. O. que estava ao lado de uma sra. ainda mais conó, que nem se dignou a levantar os olhos.. Erro nr 2: Confundir o nome da pessoa ca quem se vai pedir trabalho (erro de principiante, não sei o que me deu pa confundir..)
Não acabou aqui...claro...o tal E. O. (vou repetir o nome no blog até decorar) manda-me para a sala da direita e lá vou eu toda feliz..pela esquerda!!!ate que ouço um: DIREITA!DIREITA! e corrijo a direcção..Erro nr 3: confundir as direcções vai até aos 3/4 anos...
Mas não é só... aparece lá uma rapariguinha com as folhas de incrição e da-nos logo trabalho..uma simples promoção a uma marca de tabaco no Feira Nova da Póvoa de Varzim dia 15 das 12h as 20h...Erro nr. 4: Não ser a Cris (brincadeirinha)
Para acabar em grande, quando me vou a dirigir para a saída e embora estivesse um grande sinal luminoso a indicá-la: saí pela casa de banho...erro nr. 5: Ter acordado essa manhã!
As outras agências foram mais pacíficas em termos de enterranços à EA mas não menos cómicas..na Acropole só me apetecia fugir.. Dão-nos uma lista de recomendações que diz tudo(ir levantar a farda e entregar devidamente lavada e passada e a descriminação dos valores que tens que pagar se perderes alguma coisa, bem como obrigação de trabalhar um dia antes do evento a preparar tudo: NÃO REMUNERADO). Sei quem não vai trabalhar para lá..e na Protokol, um sr muito simpatico, sem dentes, diz-me que só recebem candidaturas à quinta-feira.
Ok. De volta para casa. Perspectivas de emprego nesta àrea: 0 ... resta-me o Feira Nova..
Há dias assim..já dizia o outro...
ps. Hoje tenho entrevista po IPF, o que aparece? Grande herpes a relembrar-me que um azar nunca vem só...Acho que não é bem "há dias assim.." mas mais "há pessoas assim.."lol
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